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Automatização dos sinos, restauro de azulejos e limpeza e tratamento paisagístico do monte são prioridades

Os novos órgãos dirigentes da Confraria de Nossa Senhora do Pilar da Póvoa de Lanhoso, eleitos no passado dia 15 de janeiro, vão ser empossados durante a Eucaristia das 10,30 do próximo domingo, dia 25, na paróquia da Senhora do Amparo.
A mesa administrativa, que passa a ter como juiz-presidente o historiador José Abílio Coelho, elaborou uma agenda de trabalho para o mandato, com vinte e cinco pontos, entre os quais constam a automatização dos sinos, a instalação de videovigilância e o arranjo dos azulejos joaninos da igreja maior, atualmente a necessitar de urgente restauro. A abertura regular dos templos aos fins de semana, a musealização da Casa da Mesa e o restauro da festa de São Pedro, uma romaria popular que durante mais de um século se realizou no lugar do Horto, são algumas outras propostas dos órgãos eleitos.
Segundo José Abílio Coelho, “a mesa tem, ainda, entre os trabalhos a desenvolver de imediato, a candidatura, junto do IGESPAR, para classificação de todo o conjunto sacro, que, quando acontecer, se juntará ao Castelo de Lanhoso, monumento nacional desde 23 de junho de1910, e o desenvolvimento de um projeto de limpeza e recuperação paisagística da montanha”.
Deve-se a André da Silva Machado, então residente e com negócios no Porto, onde também foi “moedeiro de el-rei” e capitão de ordenanças, mas natural do lugar de Valdemil da Póvoa de Lanhoso, a construção deste santuário cujas obras tiveram início em 1680, quando quis, com o primeiro dos templos, cumprir uma promessa feita à Virgem de Saragoça por graça alcançada. A montanha tornou-se, desde logo, sítio de afluência de muitos romeiros, e depressa foi fundada uma Confraria (em 1716) que mandou abrir e pavimentar um bom caminho de acesso ao cume, ladeado por sete capelas representativas dos Passos da Paixão. A estas foi acrescentada, no sítio onde outrora existiu uma primitiva orada em honra de São Paio, uma outra, dedicada ao encontro de Cristo com a Samaritana.
Em meados do século XVIII, pediu o pároco de Lanhoso ao Arcebispo de Braga autorização para edificar uma outra capela, no sopé do monte, dedicada ao Senhor no Horto das Oliveiras. Esta bela capela octogonal, onde existe o mais belo retábulo do conjunto, tornou-se tão importante que originou o topónimo de lugar do Horto para a área onde se encontra implantada.
Segundo o novo juiz, a Confraria vai ter que iniciar em breve uma campanha de angariação de fundos junto dos devotos da Senhora do Pilar, por forma a garantir o financiamento dos restauros que pretende encetar o mais brevemente possível.

Novos órgãos directivos

Presidente: Fernando Fernandes Pereira da Mota; secretários: António Fernando Ferreira da Silva e Elisabete Anaíde Ribeiro da Costa; vogais: Maria Carla Baptista Guimarães e Maria Alice de Amorim.

Juiz-presidente: José Abílio Coelho;

vice-presidentes: Avelino Adriano Gaspar da Silva e Victor Hugo Guimarães Vieira;

Secretária: Sandra de Oliveira Dias; tesoureira: Marília da Luz da Silva Fernandes;

Vogais para as obras: Mário Jorge Pereira da Silva, Augusto Manuel Lima Fernandes e José Raúl da Silva Gonçalves;

Vogais para os espaços exteriores: Rui Manuel Ribeiro de Sá e José Coelho Lage; Vogais para o património: Mariana Gabriela Sá Pereira, Luís Miguel Ribeiro Machado e Daniel Jorge Gonçalves Rodrigues;

Vogal para festas e culto: Ana Luísa Sá Ribeiro, Fernando Jorge da Silva e Sá, Maria Eduarda Couto Caldas e Aida Maria Sousa e Silva; Vogais honorários: José Carlos Vieira Machado e José Francisco Pereira de Sousa.
Conselho fiscal: Presidente: Luís Artur Ribeiro Pereira;

vogais: Cármen Lopes, Augusto Fernando da Silva Machado, Mónica Nogueira Santos e Edite da Silva Amorim.
O chamado órgão de vigilância é constituído pelo pároco, Pe. Armindo Ribeiro Gonçalves.