Com quase três centenas de oportunidades de emprego geradas nos últimos três anos, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso releva o ‘Mercado de Oportunidades’ como uma iniciativa na qual vai continuar a investir.
O presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, destacou na abertura da IV edição do ‘Mercado de Oportunidades’ dedicado à empregabilidade, à formação e ao empreendedorismo, os mais de 400 currículos transaccionados nas três edições anteriores, os quais geraram mais de 280 “oportunidades de emprego, o que é muito significativo”.
Esta edição do ‘Mercado de Oportunidades’ reúne 17 empresas, entidades formadoras, instituições de ensino e de investigação num evento de dois dias que, segundo o autarca povoense, é “uma oportunidade para gerar encontro” entre empregadores e cidadãos à procura de emprego, reforçando assim a economia local.
“Temos conseguido promover oportunidades para quem está disponível no mercado de trabalho, desempregado ou não”, assumiu o presidente da Câmara Municipal.
Parceira na organização do ‘Mercado de Oportunidades’, a Associação Empresarial de Braga, pela voz do seu presidente, Daniel Vilaça, entende a iniciativa como “um sinal de confiança no território, nos empresários e na capacidade colectiva de gerara valor local”. Na abertura do ‘Mercado de Oportunidades’, Daniel Vilaça considerou que “a Póvoa de Lanhoso evidencia hoje sinais claros de crescimento económico”, nomeadamente no sector do comércio que, em 2025, registou 152 milhões de euros de transacções, “o valor mais elevado de sem- pre, quase o dobro do registado em 2019, com um aumento de 8,5% face a 2024”.
A Póvoa de Lanhoso tem 2 500 empresas, a maioria micro e pequenas, as quais empregam mais de oito mil pessoas e geram um volume de negócios na ordem dos 735 milhões de euros.
“Este tecido empresarial requer apoio próximo, formação adequadas e instrumentos que promovam o seu crescimento sustentável”, defendeu o presidente da Associação Empresarial de Braga.
Eurodeputada contra alteração do código do trabalho
A eurodeputada socialista Ana Catarina Mendes manifestou na abertura do ‘Mercado de Oportunidades’, “preocupação com as alterações à legislação laboral” propostas pelo Governo, considerando que as mesmas vão ao arrepio da agenda do trabalho digno. “Eu vejo com muita preocupação as alterações à legislação laboral que se estão a produzir em Portugal, muitas decorrentes, também da União Europeia, que tentam voltar a uma coisa que não podia acontecer e não pode acontecer no século XXI, que é a precarização das relações laborais”, declarou a vice-presidente do Parlamento Europeu.
Ana Catarina Mendes disse ser muito preocupante a ideia de penalizar os direitos de maternidade ou a possibilidade de “uma pessoa ficar precária o resto da vida na sua relação laboral”.
No ‘Mercado de Oportunidades’, a eurodeputada revelou “tristeza” perante a possibilidade de o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “não ser aproveitado com a extensão que deveria ser”, nomeadamente por falta de execução das agendas mobilizadoras, operacionalizadas por consórcios de empresas e entidades do sistema científico e tecnológico.“Há fundos comunitários para estas agendas. O desafio para é gastar este dinheiro para a transformação do tecido económico”, declarou Ana Catarina Mendes, criticando os critérios de reprogramação do PRR.

















