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Ricardo Aves: “Inverno começou no concelho como encerramento da ponte de nasceiros”

O encerramento da Ponte de Nasceiros, sobre o rio Ave, entre a União de Freguesias de Campos e Louredo (Póvoa de Lanhoso) e Gondomar (Guimarães), foi dos momentos mais preocupantes causados pela sucessão de tempestades dos últimos dias no concelho.
“A subida repentina das águas do rio Ave fez com que tivéssemos de fechar a ponte, porque as águas galgaram o tabuleiro da ponte O rio Ave subiu rapidamente e podemos dizer que os efeitos do mau tempo no nosso concelho começaram aí”, disse Ricardo Alves, assessor do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso para a Protecção Civil. O encerramento da ponte foi decretado no dia 27 de Janeiro deste ano.
Durante os primeiros 15 dias deste mês foram registadas dezenas de ocorrências, principalmente árvores e postes caídos. “Tivemos também muros que caíram, a maior parte deles em propriedades privadas, estruturas, como pavilhões, alagadas, e estradas inundadas. O corte de vias por inundação foi o efeito mais visível, mas felizmente não tivemos vítimas causadas pelo mau tempo. Não tivemos nada de complicado, comparado com o que se passou em Leiria”, assegurou Ricardo Alves.
Agora, esperam-se melhores dias para poder fazer as verdadeiras contas aos prejuízos causados pelas tempestades. “Ainda não houve tempo para fazer as intervenções necessárias, principalmente ao nível das vias de comunicação, algumas das quais estão muito esburacadas. As vias são, neste momento, a nossa principal preocupação”, destacou Ricardo Alves.
O mau tempo causou, por exemplo, uma derrocada na Estrada Nacional 205, entre Póvoa de Lanhoso e Cabeceiras de Basto.
A boa coordenação entre todas as entidades ligadas à Protecção Civil Municipal (Câmara Municipal, juntas e uniões de freguesias, Bombeiros Voluntários e GNR) também contribuiu para minimizar os efeitos do mau tempo. “Tivemos e temos uma excelente relação com bombeiros e GNR. Estiveram todos muito bem sincronizados, o que permitiu responder às situações de uma forma muito eficaz”, considerou Ricardo Alves.