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Maria da Fonte aplicou-se para evitar surpresas

O Maria da Fonte venceu o Ronfe, por 2-1, em encontro a contar para os 16 avos de final da Taça AF Braga.
Frente a frente estiveram um clube que compete no escalão mais elevado da distrital, a divisão Pró-Nacional (que jogava em casa), e outro do escalão mais baixo, a I Divisão, na qualidade de visitante.
Porém, pelo simples observar do desenrolar do encontro, quem não soubesse destas condições prévias não iria perceber tal desnível de posicionamento competitivo.
Com mais posse de bola durante os 90 minutos, o conjunto da Póvoa de Lanhoso impôs um domínio territorial.
Mas os vimaranenses, em transições e na pressão que impuseram já no período final, ameaçaram por várias vezes, pelo menos, levar a decisão ao prolongamento.
Logo após os minutos iniciais, as duas equipas fizeram boas aproximações às balizas opostas, porém, a primeira oportunidade flagrante ocorreu aos três minutos, e para o Ronfe, quando Chico, descaído sobre a esquerda, viu o guarda-redes da casa adiantado e tentou o chapéu, mas saiu ao lado.
Depois desse lance os povoenses tomam conta do jogo, instalam-se no meio campo adversário, ganham pontapés de canto, mas os visitantes recuam linhas, fecham espaços, e, quando podem, saem em transições, ora mais rápidas, ora mais pautadas, em compasso para dar tempo de toda a equipa avançar..
Aos 12 minutos a bola entra na baliza forasteira, mas o auxiliar levanta a bandeirola e o árbitro assinala posição irregular. Não houve protestos.


O Ronfe voltou a estar perto de marcar ao 18 minutos, num ataque pela direita: Fabiano cruza para a boca da baliza e Rui Pinto cabeceia por cima.
Num lance quase simétrico, na área contrária, aos 29 minutos Marna cabeceou por cima.
O Maria da Fonte intensifica de novo a pressão e, aos 35 minutos, após um canto do lado direito, Lima salta mais entre os centrais e cabeceia para o golo inaugural.
A equipa da casa estava bem por cima e por cima, e atacava em busca do segundo golo, mas o árbitro apitou para o descanso com uma diferença tangencial no marcador que deixava para a etapa complementar tudo em aberto.


Aliás, o Ronfe esteve perto do empate aos 54 minutos, quando Chico, descaído sobre a esquerda, rematou à meia volta, mas a bola ainda tabelou num defesa do Maria da Fonte – e saiu pela linha de fundo.
Aos 60 minutos, após um cruzamento a meia altura, o árbitro considerou mão de um defesa e assinalou penálti a favor dos visitantes. Chico empatou.
Logo a seguir, Hugo Xavier opera duas substituições – e com efeitos quase imediatos.
O ala Rui Jorge, acabado de entrar, subiu pela esquerda, cruzou e Marna, que acompanhou o lance pelo corredor central, fez o 2-1, dando de novo vantagem aos povoenses
Nos minutos finais, o Ronfe criou várias ocasiões para voltar ao empate, mas havia sempre uma perna de um defesa ou uma luva do guarda-redes da casa a impedir o golo.
Pouco antes do apito final, o avançado do Maria da Fonte, Rui Abreu – com toda a baliza visitante à disposição, cabeceou para fora.
Arbitragem regular.

Hugo Xavier: “Jogo típico de Taça”

“Foi um jogo típico de Taça. As dificuldades que encontrámos, nós sabíamos que as íamos encontrar. Estivemos preparados para isso, preparámos durante a semana. Uma primeira parte muito bem conseguida da nossa parte. Depois, há momentos, não estávamos a ganhar a segunda bola.Isso causou-nos alguns problemas. Acertámos, acabámos por fazer o segundo golo. E depois é Taça. A equipa de escalão inferior quer chegar ao empate. Tem motivação, mas nós tivemos motivação para assegurar o resultado até ao fim. E acabámos por ser justos vencedores.”


Anísio Alves: “De cabeça erguida”

Ao longo dos 90 minutos, fomos sempre uma equipa muito coesa. Uma equipa muito concentrada. Um grupo muito forte. Saímos da Taça, mas saímos de cabeça levantada. Engrandecemos este clube. Dignificámos a camisola. E isso é o mais importante”