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Porto d’Ave esteve a vencer mas acabou eliminado da Taça

O Porto d’Ave despediu-se da Taça Associação de Futebol de Braga. O Ponte, 11.º classificado da Pró-Nacional, recebeu e venceu o Porto d’Ave, 6.º da Divisão de Honra, por 2-1, num jogo em que o conjunto da casa teve de ir buscar forças a todos os depósitos para cumprir o objectivo de seguir em frente, o que conseguiu à custa de uma alma imensa e um espírito de abnegação notável.
Aos 14 minutos, o central Rúben Catro foi expulso depois de agarrar um adversário que seguia isolado. Em inferioridade, o Ponte até dispôs da melhor ocasião numa primeira parte em que o Porto d’Ave teve mais bola mas pecou no último terço, com muita indefinição – aos 42 minutos, num erro de cálculo, Soro deixou Amaro na cara do guardião Pedro, que fez uma boa mancha e manteve o nulo ao intervalo.
O segundo tempo foi a antítese do que se vira até então. O Porto d’Ave fez valer a superioridade numérica logo aos cinco minutos do reatamente. Na ressaca a um canto, Rafa rematou pelo meio de uma floresta de pernas e deu vantagem ao conjunto de Taíde.
Durou cerca de um quarto de hora o estado de graça da equipa de Ricardo Martins (procurava a primeira vitória ao terceiro jogo) – aos 67 minutos, Pedro não agarrou um remate de João Filipe e na recarga, com tudo, Jony, recém-entrado, empurrou para o golo do empate, muito festejado pela equipa da casa, que foi buscar forças para contrariar, no resultado, a desvantagem no número de jogadores em campo.
Numa sequência absolutamente frenética, o Ponte completou mesmo a reviravolta no marcador, três minutos após o empate. Abreu ligou o pisca para a direita, serviu Tiago e este foi até à linha cruzar na medida certa para o cabeceamento triunfal de João Filipe ao primeiro poste.
O choque foi demasiado grande para o Porto d’Ave, que ainda ganhou algum fôlego para a recta final. Em cima dos 80 minutos, o experiente Gilberto viu o segundo cartão amarelo e deixou o conjunto vimaranense a jogar com nove elementos – no minuto anterior, porém, João Filipe e Ramírez tiveram duas ocasiões clamorosas para o 3-1.
Após a segunda expulsão, no livre correspondente, o Porto d’Ave ainda enviou a bola à trave, num cabeceamento de Vilela, mas este lance acabou por ser um oásis no assalto final do conjunto de Taíde.
Os jogadores do Ponte deram as mãos e souberam sofrer em conjunto, agarrando-se ao objectivo da Taça. Do lado do Porto d’Ave, faltou maior destreza para colocar em perigo a vitória do Ponte.

Tiago Carneiro: “Estou rendido a estes homens”

“A nossa alma ganhou o jogo. Tivemos uma alma que tem vindo a estar patente neste grupo de trabalho, que dá tudo em cada treino e em cada jogo. Há um lance capital, que é a expulsão logo no início, e que é justa… Conseguimos unir forças, perceber o que o jogo pedia e o contexto necessário para tirarmos daqui uma vitória. Defrontámos uma equipa que demonstrou a sua qualidade, mesmo sendo de uma divisão inferior. Estou completamente rendido a estes homens e acho que, a continuarmos assim, seremos uma equipa muito difícil de bater.”

Ricardo Martins: “Cometemos erros que se pagam caro”

““É um bocado difícil de digerir esta derrota. Marcámos um golo e, quando achávamos que estávamos próximos de passar esta eliminatória, cometemos erros do passado que se pagam caro quando jogamos contra uma equipa que tem jogadores que resolvem um jogo num lance. Continuámos a trabalhar e não conseguimos dar a volta. É uma reflexão interna que temos que fazer. Evolução? Os jogadores estão a assimilar processos. Estamos a mudar algumas coisas, mas não é fácil, nesta fase da época, alterar tudo de uma vez. Sabemos as lacunas que temos e vamos lutar, semana após semana, para chegar ao fim-de-se-mana e vencer.”